BRASIL: UMA PANELA DE PRESSÃO (OU ESTAMOS PERDIDOS)

O QUE ACONTECERÁ QUANDO A PANELA DE PRESSÃO EXPLODIR?

(SEM) INSPIRAÇÃO

HOJE ACORDEI INSPIRADO. MAS ACHO QUE EXPIREI.

SOBRE SER CULTO

A VIDA NÃO SE RESUME AO FACEBOOK.

A REVOLUÇÃO DOS MACACOS

SOMOS TODOS MACACOS, ALGUNS MAIS MACACOS QUE OUTROS.

NU

HOJE ME DEU VONTADE DE ESTAR NU.

20 agosto 2014

Eleições 2014: Alianças políticas e a sopa de letrinhas

Dia 20 de agosto de 2014

A eleição está próxima, e o Blog do Dan  não deixará de dar seus pitacos. O primeiro texto da série "Eleições 2014" irá comentar sobre as alianças políticas realizadas pelos partidos nas esferas federal e estaduais.

Por meio de um infográfico feito pelo site G1, é possível verificar a proporção dessa grande anomalia do sistema político brasileiro. Alianças e "desalianças" que nem mesmo o mais sábio cientista político conseguiria explicar. Muito bom para ver a ideologia do partido em que você votará- ou a falta dela.

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PT - Dilma para presidência, com o apoio de PMDB, PDT, PCdoB, PP, PR, PSD, PROS e PRB. Nos estados, tem 17 candidaturas próprias, e apoia nas outras o PMDB (6), PSB (2), PTB (1) e PSD (1).

PSDB - Aécio para presidência, com apoio de PTB, PTC, PMN, PTdoB, PTN, SD, DEM e PEN. Nos estados tem 14 candidaturas próprias, e apoia nas outras o PMDB (4), PSB (2), DEM (1), PCdoB (1), PSC (1), PP (1), PSD (1), PROS (1), SD (1) e PDT (1).

PSB - Tinha Eduardo na presidência e agora, provavelmente, indicará Marina Silva, com apoio de PRP, PPS, PSL, PPL e PHS. Tem 11 candidaturas próprias, e apoia nos outros PMDB (5), PSDB (4), PT (3), PP (1), PCdoB (1), SD (1) e PDT (1).

PSC - Pastor Everaldo para presidência. Nos estados tem 2 candidaturas próprias, e apoia nos outros o PMDB (7), PSDB (7), PSB (3), PDT (2), DEM (1), PTB (1), PSD (1), PPS (1), PROS (1), SD (1) e PT (1).

PSOL - Luciana Genro para presidência. Nos estados tem 26 candidaturas próprias e apoia apenas o PSB (1) em um estado.

PSDC - Eymael para presidência. Nos estados tem 2 candidaturas próprias, e apoia nos outros PMDB (8), PSDB (6), PSB (3), PT (2), PP (1), DEM (1), PSD (1), PTdoB (1), PROS (1) e PDT (1).

PSTU - Zé Maria para presidência. Nos estados tem 12 candidaturas próprias, e apoia nos outros PSOL (10) e PCB (2).

PRTB - Levy Fidélix para presidência. Nos estados tem 6 candidaturas próprias, e apoia nos outros PMDB (4), PSB (4), PT (2), PSD (2) , PSDB (1) , PPS (1) , PROS (1) , PMDB (1) e PR (1).

PCB - Mauro Iasi para presidência. Nos estados tem 14 candidaturas próprias e apoia nos outros apenas o PSOL (4)

PV - Eduardo Jorge para presidência. Nos estados tem 2 candidaturas próprias, e apoia nos outros PMDB (5), PT (5), PSB (3), PSDB (2), DEM (2), PSC (1), PDT (1), PSD (1), PTdoB (1), PROS (1), PR (1) e PDT (1).

PCO - Rui Pimenta para presidência. Nos estados tem 5 candidaturas próprias e não apoia nenhuma em outros estados.

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Percebe-se claramente, através desses dados, a polarização entre PSDB e PT no Brasil, já que são sempre adversários tanto na esfera federal quanto nas estaduais.

Por outro lado, o PSB, que se autointitula como a "terceira via", chega a apoiar tanto os tucanos quanto os petistas dependendo do estado.

Vale a pena destacar o PMDB, o partido amigo de todos, já que, com exceção dos partidos claramente de esquerda, como PSOL, PSTU e PCB, são os principais aliados de todos os outros. Fica o questionamento de qual ideologia ele segue: a das ideias ou do benefício próprio.

Outro destaque é o PSOL, que apesar de novo e pequeno, é o partido com mais candidaturas próprias do país, sendo que a maior parte delas não conta com apoio de outro partido, exceto em alguns casos com PSTU e PCB. Teve problemas em oficializar o nome do candidato, que até pouco antes do término do prazo seria Randolfe Rodrigues.

Falando ainda de PSOL, ele é um dos poucos partidos, ao lado de PSDB, a apresentar candidaturas desde 2006 com diferentes nomes.

Já Marina Silva, assim que confirmada como cabeça de chapa pelo PSB, será a única candidata a ter disputado a presidência por outro partido, já que em 2010 era do PV. Se filiará ao Rede Sustentabilidade assim que for regularizado.

Há também o destaque do nanismo, o PRB, que não tem sequer uma candidatura própria nos estados, me fazendo questionar se existe algum motivo - a não ser os acordos políticos obscuros - de sua existência.

Você vai votar ou anular? Você votará em pessoas ou em partidos?

Acompanhe as próximas postagens sobre as Eleições 2014 aqui, no Blog do Dan.

18 agosto 2014

A difícil tarefa de ser Ombudsman (ou a Folha melhorou tanto assim?)

Dia 18 de junho de 2014


Imagine-se como o maior crítico de uma empresa. Imagine que você receba para realizar tais críticas. Imagine, agora, que quem lhe pague essa quantia seja a própria empresa alvo de suas críticas. Esse é o honroso e ingrato papel de quem assume a coluna dominical "Ombudsman", que existe no jornal Folha de S. Paulo desde 1989,  ocupado atualmente pela jornalista Vera Guimarães Martins.

De currículo invejável - assim como se espera qualquer um que venha a ocupar tal cargo - Vera é, desde maio deste ano, a Ombudsman do mais importante jornal paulista e, vale a pena frisar, o único periódico brasileiro além do cearense "O Povo" a fazê-lo. Ela é a sucessora de Suzana Singer (2010-2014) e Carlos Eduardo Lins da Silva (2008-2010). Este último, declarou em uma oportunidade que a função é algo "solitário". "Para manter a independência, preferi me afastar fisicamente da redação, evitava me encontrar com pessoas do jornal", disse.

Porém, desde que assumiu o cargo em maio, Vera Guimarães Martins está longe de ter críticas tão incisivas quanto de seus sucessores. Cita em suas colunas apenas alguns exageros, amenidades, análises sobre jornalismo virtual e erros compartilhados entre a Folha e algum outro veículo jornalístico. Mesmo nas críticas mais sensíveis, como em "Faltou transparência, sobrou dúvidas", a jornalista prefere apenas alfinetar e dar um tom ameno ao texto, do que ser enfática. O tom quase informal também é algo que incomoda. Das duas, uma. Ou, de uma hora para a outra, o jornal Folha de S. Paulo parou de cometer erros graves - e, infelizmente, comuns no jornalismo - ou Vera Guimarães Martins ainda não se mostrou disposta a abraçar todos os "contras" intrínsecos ao cargo que lhe foi confiado.

Ao lado do site Observatório da Imprensa e das faculdades de jornalísmo do país, como a UERJ que divulgou recentemente o chamado "manchetômetro", uma análise das manchetes positivas e negativas nos principais veículos de imprensa do país sobre os candidatos à presidência, o Ombudsman se apresenta como um dos poucos espaços críticos sobre a mídia. Apesar de não ter o dever legal de se expor, a Folha de S. Paulo, primeiro veículo a adotar o Ombudsman, tem o dever moral de manter o nível crítico da coluna.

Ombudsman e bom-mocismo são antagônicos. Sua existência é sinal de incômodo. O cargo exige agressividade. Talvez essa seja apenas uma fase de adaptação de Vera Guimarães Martins. Porém, por enquanto, tenho apenas saudade de Suzana Singer, aquele elegante rotweiller que reinou por quatro anos na coluna dominical.

28 julho 2014

“História da Eternidade”: A seca do nordeste não é só de água

O filme “História da Eternidade” foi o penúltimo a ser apresentado no 6° Festival de Cinema de Paulínia. Chegou tímido, já que a grande atração da noite seria “Infância”, estrelado por Fernanda Montenegro. Chegou e ficou. Ficou com cinco prêmios, entre eles o de Melhor Filme, Melhor Direção para Camilo Cavalcante, Melhor Ator para Irandhir Santos e Melhor Atriz divididos entre as três protagonistas Marcélia Cartaxo, Zezita Matos e Debora Ingrid, e se consagrou como o grande vencedor do festival.

O primeiro longa-metragem de Camilo Cavalcante se passa em pleno sertão nordestino. Porém, vai além dos clichês seca e miséria do qual estamos acostumados. As tragédias contadas pelo olhar sensível de Cavalcante, tal como nas obras de Nelson Rodrigues, não é material, mas humana.

"História da Eternidade" retrata três histórias de amor em um vilarejo do sertão nordestino. Uma delas mostra a trajetória de uma viúva, vivida por Marcélia Cartaxo, que acaba se entregando aos encantos do rapaz cego do vilarejo. A segunda trata da narrativa de uma avó, interpretada pela ótima Zezita Matos, que recebe o neto, fugido de São Paulo após se envolver com criminosos na capital paulista. Mas o grande destaque é a história de Joãozinho, um artista epiléptico, vivido de forma brilhante por Irandhir Santos, que ajuda a sobrinha (Debora Ingrid) a ver o mar pela primeira vez.

Não faltam cenas bonitas e impactantes no longa. As câmeras vivas do diretor agem quase como um personagem adicional do filme, mostrando ângulos de beleza estética ímpar, como na cena em que o personagem de Irandhir Santos realiza uma performance ao som da música “Fala”, do grupo Secos e Molhados. O personagem nos faz questionar sobre como ser artista em pleno sertão nordestino. Mas acho que também nos questiona sobre como ser artista em nosso país.

O longa atingiu em cheio os espectadores, que aplaudiram por duas vezes cenas soltas do filme. Atingiu porque foi poético e corajoso. E o principal: abandonou os clichês, pois, ao contrário dos outros filmes que retratam o sertão nordestino, em “História da Eternidade” a grande tragédia dos personagens acontece quando a chuva aparece. A seca do nordeste – e talvez do mundo – é mais que de água, é de amor.

24 julho 2014

Terra da Solidão

24 de julho de 2014

Eu vivo na Terra da Solidão.
Onde viver a dois é também viver só.
Aqui há crise de representação.
E toda apresentação mais parece um monólogo.
Sinceramente,
Eu pretendo me mudar logo
Desta terra da solidão.

Na esquina de minha rua há um filhote abandonado.
Há um filhote abandonado na esquina de minha rua.
Há uma criança abandonada na sala de minha casa.
E essa criança sou eu.
E essa criança é minha.
Mas – Meu Deus! – quem teve coragem de abandonar o filhote na esquina?

A minha terra é feita de solidão e de pessoas.
Cada vez mais pessoas.
Cada vez mais solidão.
Cada vez menos terra.
Cada vez mais distância.

Eu sou da Terra da Solidão,
Onde cada pessoa é uma ilha.
Nada me difere dos que aqui estão.
Sua terra é melhor que a minha?
Me leve, me mostre a saída.
Vou me exilar da Terra da Solidão.
Para que eu possa viver só em outro lugar.

22 julho 2014

Herói e heroína

22 de julho de 2014

Vamos falar de herói. Vamos falar de heroína.
O verdadeiro herói é anônimo. A verdadeira heroína é proibida.

Heróis famosos têm uniformes estilosos e corpos atléticos.
Se transformaram devido a grandes acontecimentos ou por fatores genéticos.
Já os heróis de verdade apenas nascem. Cantam. Choram. Nos fazem chorar. Trabalham. Alguns se drogam.
Onde está minha heroína? Me passa, então, um lanche com Itubaína, ou qualquer outra droga industrializada barata.

Heróis de verdade sangram. E morrem desconhecidos.
Heroínas estão sempre à margem.

Me diga o nome de sua heroína.
Você tem heroína?
Você tem?
Tem?

15 julho 2014

A extinção dos "machos de verdade"

15 de julho de 2014

A Revista Veja publicou no dia 14 de julho, um dia antes do Dia Nacional do Homem, um texto de autoria do colunista Rodrigo Constantino intitulado "Onde foram parar os machos?", que questiona a chamada "sensibilização" do homem moderno e idolatra uma espécie que, segundo o colunista, está em extinção: o "macho de verdade".

Destilando todo seu sarcasmo, Constantino ainda estampa em seu texto uma foto do cartunista Laerte Coutinho, um dos mais reconhecidos desenhistas e principal expoente transgênero do país, com a legenda "Laerte, o 'macho' do mundo moderno". Além disso, cita aquele que é sua maior tara intelectual, o filósofo Luiz Felipe Pondé, o mesmo que escreveu um artigo em que pergunta filosoficamente "como achar uma mulher gostosa sem pensar nela como um objeto?".

Sou obrigado a concordar com Rodrigo Constantino. O grupo nomeado por ele de "machos de verdade" está mesmo em declínio. E isso pode ser comprovado em números. Os homens brasileiros tem uma expectativa de vida de 7 anos a menos que as mulheres. O conceito de "macho", aquele infalível, que não sente ou demonstra dor ou qualquer tipo de sentimento, faz com que o homem procure menos o atendimento médico em relação às mulheres. Para o "macho de verdade", toda a importância dada ao pênis é inversamente proporcional ao intocável ânus, fazendo com que 68% dos homens entre 40 e 70 anos não tenham realizado o exame do toque, necessário para a prevenção de câncer de próstata (segundo pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Urologia). O grande motivo dessa recusa é o preconceito.

Além de cuidarem pouco de sua saúde por serem muito machos, os machos também morrem porque se matam mais do que os outros grupos. Proibidos de demonstrar afeto às pessoas com o medo da sociedade "descobrir" que também são seres sensíveis, os machos preferem amar declaradamente as coisas. Amam o futebol, esporte número um de todo "macho de verdade", e se organizam em gangues de torcida para espancarem a outra gangue que veste o uniforme diferente do dele. Até 2012, brigas ligadas ao futebol somavam 155 vítimas fatais no país. Porém, não só de futebol morrem os homens. Levantamento do IBGE de 2011 apontou que as principais vítimas de morte violenta no país são homens de 15 a 29 anos, com 14,5%. Essa taxa é ainda maior nas regiões Norte e Nordeste, terra dos cabras-machos e onde estão localizados 9 dos 10 estados com maior quantidade de ataques homofóbicos.

É por conta dessas e outras coisas que o movimento "Homens, Libertem-se", criticado por Rodrigo Constantino, foi criado. O homem machista, aquele que se vê como o pilar incostestável da família, o sustentador da casa, o pênis ereto e incansável, vem perdendo seu lugar com a ascensão e conquistas da mulher. Porém, para aqueles que forem inseguros e precisarem reafirmar sua masculinidade para o mundo, sempre haverá altas doses de testosterona em filmes como "Os Mercenários", nos livros de Felipe Pondé, nas gangues de futebol e nas doenças diagnosticadas tardiamente. Não se preocupem, Rodrigo Constantino e os outros "machos de verdade" (seja lá o que isso signifique). Pelo visto, a causa de sua extinção não será o cartunista Laerte, mas sim vocês mesmos.

Que tal aproveitarmos o Dia Nacional do Homem para repensarmos nosso papel na sociedade?

13 julho 2014

Disney, Frozen e a revolução feminista

13 de julho de 2014

Não se faz mais filmes da Disney como antigamente. E isso não é uma crítica.

Após perder espaço para animações orientais (sejam os famosos animes ou longas como o filme vencedor do Oscar “A Viagem de Chihiro”) ou mesmo para produtoras estadunidenses, como a Dreamworks de “Shrek” e a Pixar de “Toy Story”, a empresa de Mickey, que mudou a história da animação nos cinemas, teve de se adaptar aos novos tempos. E isso não foi uma tarefa fácil.

O início do novo milênio chegou com o desafio de modernização do estúdio de animação mais famoso do mundo e várias tentativas fracassadas, como “A Nova Onda do Imperador” (2000), “Atlantis – O Reino Perdido” (2001), “Nem que a vaca tussa” (2004), e “A Princesa e o Sapo” (2009). Porém, quando parecia que a Disney sucumbiria à criatividade das concorrentes e de sua recente aquisição, os Estúdios Pixar, ela descobre seu maior tesouro: ela mesma.

Mesmo com os bons “Enrolados” (2010) e “Detona Ralph” (2012), foi indiscutivelmente após o sucesso de “Frozen – Uma aventura congelante” que a  Disney redescobriu sua genialidade. A personagem Elsa, rainha e detentora de uma magia capaz de controlar o gelo, se mostrou a chave dessa mudança. A personagem simplesmente nasceu poderosa, quase numa metáfora às mulheres que cada vez mais almejam e conquistam o poder nos dias de hoje. Se antes as princesas eram todas bondosas, amáveis e frágeis, este conto dá poder e autonomia à mulher. A figura masculina fica em segundo plano. Ao contrário dos clássicos, Elsa não menciona em momento algum o desejo de se casar, ter filhos ou de viver feliz para sempre. Ao contrário, devido aos infortúnios da história, opta por se exilar do mundo.

Apesar da princesa Anna, irmã de Elsa, carregar muito da princesa clássica, existe aí também uma inversão de valores. A história de Anna se mostra o conto da gata borralheira às avessas. Se Cinderela é a moça pobre que se apaixona pelo príncipe rico, em Frozen é a vez do pobre Kristoff se apaixonar pela herdeira do trono. Isso sem falar no grande sarcasmo com que é tratado a ideia de “amor à primeira vista”, conceito alimentado ao longo das décadas pela própria Disney.

Mas a cereja do bolo está mesmo no final. Apenas um “ato de coragem” conseguiria salvar a jovem princesa Anna de seu infeliz destino de morrer congelada. E foi esta, talvez, a maior quebra de paradigmas que o filme realizou. Não foi nenhum príncipe encantado que a salvou, mas sim Elsa. As irmãs se bastam. Pela primeira vez, deu-se importância maior para a relação familiar ante a relação amorosa. O amor continua lá, como chave de toda a história. Porém, seu conceito foi ampliado e as mulheres não estão mais esperando pelo príncipe encantado. A revolução feminista chegou, enfim, às animações da Disney. E Frozen, com todo seu feminismo, conseguiu colocar a Disney nos trilhos do novo milênio.