BRASIL: UMA PANELA DE PRESSÃO (OU ESTAMOS PERDIDOS)

O QUE ACONTECERÁ QUANDO A PANELA DE PRESSÃO EXPLODIR?

(SEM) INSPIRAÇÃO

HOJE ACORDEI INSPIRADO. MAS ACHO QUE EXPIREI.

SOBRE SER CULTO

A VIDA NÃO SE RESUME AO FACEBOOK.

A REVOLUÇÃO DOS MACACOS

SOMOS TODOS MACACOS, ALGUNS MAIS MACACOS QUE OUTROS.

NU

HOJE ME DEU VONTADE DE ESTAR NU.

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19 setembro 2017

Cerá? (ou uma doença para chamar de minha)

Dia 19 de setembro de 2017


Foi pouco mais de um mês de demora entre a primeira vez que percebi os sintomas e o diagnóstico médico. Percebi no cinema. Era dia dos pais e fomos em família assistir a um filme em 3D. Por algum motivo que não sei ao certo qual - infantilidade minha, desconfio eu haha - eu decidi testar como ficaria a visão com o óculos do cinema caso eu fechasse um dos olhos. Fechei o olho esquerdo. Visão perfeita. Fechei o olho direito. Tudo embaçado. Lembro-me de ter pensado que não fazia muito sentido enxergar bem com um e não com o outro. Continuei assistindo ao filme.

Antes que me perguntem, assistimos ao "Planeta dos Macacos - A Guerra". Um filme não mais que bom, apesar da história bacana e cenas com efeitos surpreendentes. Mas surpresa maior mesmo eu tive ao sair da sessão. Ao repetir o teste que havia feito - dessa vez sem os óculos 3D - o olho esquerdo continuava embaçado. O problema não era a tecnologia 3D, mas sim a "tecnologia" da minha visão. Algo estava errado.

Consegui agendar consulta com uma oftalmo para três dias depois. Antes disso, fiz um teste de acuidade visual num posto de saúde próximo do trabalho. Sabem aquele teste para olhar a direção em que a letra E está, e que nós achamos absolutamente idiota? Pois é. Eu só conseguia responder a direção da letra na primeira fileira, a maior de todas. Nas outras, quando só meu olho esquerdo estava aberto, era impossível. Se aquilo fosse uma prova, eu estaria reprovado com louvor. Confesso que nesse momento bateu um certo desespero.

Dias depois, já na consulta, a médica me disse que eu tinha quase 6 graus de miopia e astigmatismo. Isso era uma imensidão para alguém que nunca precisou usar óculos. Mais um indício de que não era apenas um desgaste natural, e sim algo mais grave. Aquele dia foi a primeira vez que ouvi uma palavra que irá me acompanhar, provavelmente, para o resto da minha vida: ceratocone. Ela me pediu alguns exames para comprovar suas suspeitas.

Jamais tinha ouvido falar dessa tal ceratocone. Antes mesmo de chegar em casa, já havia dado um google, na esperança de que fosse algo simples. Mas ao contrário disso, as primeiras palavras que li sobre ela foram "doença degenerativa". Confesso: li como se tivesse tomado um soco. Descobri que é difícil ser otimista logo após receber tal notícia do doutor Google.

Fiquei uns dias triste? Fiquei. Preocupado? Fiquei. Mas continuei minhas pesquisas. E, aos poucos, com a ajuda da mesma internet que tinha me feito ler a bombástica palavra "degenerativa", fui desmistificando a doença. Quando recebi o resultado do exame, eu já estava até familiarizado com as causas e possíveis tratamentos.

Ceratocone é sim uma doença degenerativa que deforma a córnea do olho, podendo atingir até mesmo os dois olhos - no meu caso, está só no esquerdo. A córnea, por sua vez, é uma espécie de película que cobre a parte externa do globo ocular. O ceratocone deforma o ângulo da córnea, causando embaçamento e, consequentemente, a perda da acuidade visual. Isso, claro, segundo os meus conhecimentos em oftalmologia, após um mês de estudos intensos na universidade chamada internet.

Apesar de degenerativa, ela tem tratamento: óculos, colírio, lentes especiais, cirurgia ou,em último caso, transplante de córnea. A certeza até o momento é a de que para o resto da minha vida eu precisarei ter um oftalmologista para chamar de meu. Preferencialmente um que seja especialista em córnea. Adoro segmentações.

Em resumo: Poderia ser pior, mas não é (que Murphy não me ouça). Apesar de ser algo que me seguirá, provavelmente, para o resto da vida, eu não ficarei cego e é possível que recupere parte da visão perdida.

Mas sejamos realistas: apesar da sensação verdadeira de que "não é o fim do mundo", toda doença crônica causa uma alteração na percepção que temos sobre o mundo. Sabe aqueles filmes em que os personagens só realizam uma mudança na vida após a descoberta de uma enfermidade? Pois é. Esse efeito existe. A gente percebe de forma mais claro o quanto protelamos alguns dos nossos objetivos com desculpas de falta de tempo ou até mesmo por pura preguiça.

Uma das mudanças foi tive iniciar a escrita de um livro chamado "A Rainha de Gesso", que está sendo publicado no Wattpad. Sim, escrevi todo esse texto emocionante apenas para divulgar um trabalho meu, porque afinal de contas a propaganda é a alma do negócio haha. Brincadeiras à parte, é a velha história do não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. A sensação de impotência diante de alguns eventos podem trazer alguns pontos benéficos. Vai muito de como você lida com eles.

Se você está lendo essa postagem porque seu médico suspeita de ceratocone ou acabou de ser diagnosticado com a doença, não se desespere. Você não deixará de ver todas as cores do mundo. Talvez essas cores que você vê acabem se tornando ainda mais bonitas a partir de agora. A gente valoriza ainda mais o que tem quando a possibilidade de perdê-las fica mais evidente.

E, como não poderia faltar, quem quiser conferir o livro "A Rainha de Gesso", confira gratuitamente no link abaixo.

https://www.wattpad.com/468890606-a-rainha-de-gesso-cap%C3%ADtulo-1


SINOPSE

Nascida em um vilarejo pobre, Jordana Modeste está vivendo um sonho: convive bem próxima da realeza, sendo a dama de companhia da princesa - posição de prestígio na corte - e tendo boa relação com o rei. Apesar disso, não é vista com bons olhos por alguns membros da nobreza, ainda mais depois de ter engravidado solteira em uma sociedade tão tradicional.

Em uma noite de festas no Reino de Torim, ela escuta que o rei estaria ferido e desmaiado no estábulo. A princesa e sua prima correm para lá. Jordana também se dirige para o local, sem conseguir acompanhar o ritmo das duas. Quando se aproximava do lugar, Jordana ouve um estrondo seguido de uma forte luz: o estábulo havia explodido.

Esse incidente seria o início de uma perigosa disputa pela coroa.

07 julho 2014

Sobre ser culto

07 de julho de 2014

A vida não se resume ao Facebook.
Nem a minha vida, nem a sua vida.

O mundo, assim como o Facebook, não pode ser dividido entre o bem e o mal. Essa dicotomia plena existe apenas em contos de fadas.

Existem, sim, preferências e ideologias diferenciadas. Pode-se concordar ou discordar. Porém, é
preciso ter em mente que o fato de ter lido Marx não te faz um expert em política, da mesma forma que ler Stanislavski não te faz um bom ator e ler Machado de Assis não te torna uma sumidade em literatura brasileira. Há quem confunda o fato de ser culto com o de estar certo a respeito de tudo. Ser culto significa apenas dominar um grande conteúdo teórico. Hitler, Gandhi, Mussolini, Fernando Henrique Cardoso, Elke Maravilha entre outras personalidades são exemplos de pessoas consideradas cultas. Dessa forma, percebe-se que ser culto é diferente de estar correto.

Não se pode esquecer nunca que, independente de ser uma pessoa culta ou não, existe sempre o outro lado, a outra versão, o diferente ponto de vista. É necessário ter opinião sobre alguns assuntos. É importante ter uma visão crítica a respeito da política, mídia, cultura, sociedade, etc, mas, principalmente, perceber que a sua opinião, por mais correta que pareça, é apenas a sua opinião.

Não reduza uma pessoa à página de seu Facebook. O fato de curtir a página do Facebook de um político não torna a pessoa uma votante leal do mesmo, da mesma forma que curtir uma página da Valeska Popozuda não a torna necessariamente uma funkeira e o fato de postar selfies não a torna uma pessoa rasa.O fato de você ter engajamento em movimentos sociais não significa que as outras pessoas também não tenham ou que sejam obrigadas a ter.

Toda pessoa é mais que seu Facebook. E o mundo é maior que o seu mundo.

Quem quer bater um papo?

10 fevereiro 2014

Metade

Hoje estou meio pela metade.
Meio a meio.
Uma parte indeciso, e a outra sem coragem.


Hoje não estou inteiro.

Mas... quando estive?
Sou tragédia inacabada.
Porcentagem de dois dígitos.


Hoje este texto não terá um final.

Quem sabe amanhã?



*Poesia publicada no Jornal Folha de Sumaré, no dia 30 de janeiro de 2014



02 fevereiro 2014

Vírus

E eu sempre serei teu vírus incurável.
Estarei em tua mente,
implantando a dúvida sobre o que és.
Não saberás o que queres
E nem qual o limite onde podes ir.

Sou a enfermidade que te deixarás incompleto.
Teu copo, assim como o teu coração, ficará meio vazio por minha causa.
Sou teu desejo proibido.
Teu desequilíbrio mental.
Sou a doença que gangrena teu moralismo e bons costumes.
Sou tua doença. E tua cura sou eu.

03 janeiro 2014

Existência

Meus amores ainda não existem.
Se existem, desconheço.
Se desconheço, existem?

Tempo de reflexão

Era para ser uma bomba.

Era para a bomba explodir.

A bomba em questão é figurativa.

A explosão em questão é uma metáfora.

Mais que uma figura de linguagem, ela é ficção.

Pois não existiu, não conseguiram implantar.

O ano de 2014 chegou me dando uma grande lição. Apenas o que permitimos é o que nos atinge. E que só me atinjam histórias bonitas, pessoas sinceras, amizades antigas e novas experiências, pois é apenas isso o que permitirei.

Desarme todas as bombas do seu caminho.

Feliz 2014 a todos.

04 maio 2012

Aquele bolinho de chuva

Há exatamente um ano, a cada mês, entro naquela casa com fome de bolinho de chuva. Não de um bolinho qualquer, mas aquele bolinho, daquele jeito, com gosto de infância.
O baralho continua em cima da mesa. Os cachorros seguem latindo. Até mesmo a alegria que - juro! - pensei que não apareceria mais, deu as caras novamente. Só mesmo o fogão é que não tornou a acender.

Deve haver algum ingrediente especial! A receita continua escrita no mesmo papel. Os ingredientes podem ser comprados no mercadinho de sempre. Provo o bolinho de chuva preparado por outra pessoa.

- Mas ainda está faltando alguma coisa, tia...

- Está faltando ela, Danilo, ela...


Em memória de Zilda Luiza de Oliveira.

Obs - Texto originalmente publico no blog Depois da Janta

14 novembro 2011

Merda, bem mais que merda

Além do significado usual, a palavra 'merda' tem uma relevância importante no mundo do teatro. Ela é, por mais irônico que pareça, sinônimo de sorte.

A história é a seguinte: antigamente, as peças teatrais na França eram assistidas em sua maioria por pessoas ricas, em geral os nobres, que andavam a cavalo ou de coche. Quanto mais gente assistindo, mais cavalos. Quanto mais cavalos, mais... merda! Justamente por isso os atores não desejam boa sorte, mais sim 'merda', já que é sinônimo de grande público.

Mais do que isso para mim, a palavra merda tem uma carga expressiva que poucas possuem. Um alto e sonoro 'MERDA' tem a capacitade de diminuir a tensão, diminuir aquele friozinho na barriga que inevitavelmente aparece momentos antes de entrar no palco.

Dia 17 e 18 desse mês, daqui a 3 dias, serão as apresentações da peça Reflexos do Espelho, da qual faço parte do elenco. Foi quase um ano de preparação, ensaios, risadas, palhaços, festa junina, urucubaca, boliche e mais risadas. Um ano em que o teatro voltou a ocupar semanalmente a minha agenda. E - quer saber? - está sendo um ótimo ano!

Paulo, Paulão, Wesley, Diego Augusto, Mayra, Jefferson, Paula, Renato, Júnia, Gabriel, Jéssica, Ana Bea, Fernando, Will, Raquel, Sara, Juliana, Débora, Phillipy, Rafael, Reginaldo, Renata, Tamara, Tatiane e Vivian: desejo a todos nós muita merda! Seja para dar sorte, para diminuir a tensão ou simplesmente para dar aquela aliviada!

24 setembro 2011

Reflexos

Quando você se olha no espelho, o que vê?A si mesmo? A soma de todas as suas experiências? Um completo desconhecido?Quando você olha pro outro, o que vê?Seu reflexo? Sua imagem idealizada? Algo inacessível?Quando você olha para a sociedade, o que vê?Uma causa perdida? Uma massa desorientada? Pessoas buscando evoluir?

Quando você olha para a história, o que vê?
A repetição dos dias de hoje? Algo extremamente distante? Uma forma de aprendizado?


Reserve os dias 17 e 18 de novembro em sua agenda para assistir ao espetáculo teatral 'Reflexos no Espelho', do grupo de teatro do CCA-PUCC do qual faço parte. As apresentações ocorrerão às 20h. A entrada é franca.
NÃO PERCAM!!

16 fevereiro 2011

Quase Mochileiro

Olá minhas crianças.

Estou de volta, depois de praticamente 1 mês sem postar. Antes que alguém venha com aquele papo de "Você não tinha prometido postar ao menos uma vez por semana?" eu tenho que dizer que, enquanto vocês estavam acessando em vão meu blog afim de ler postagens novas, eu estava viajando, me divertindo e aproveitando minhas merecidas férias - do serviço e da faculdade. Isso mesmo, viajando. Gastando o dinheiro na coisa mais passageira (pegou a ambiguidade?) e incrível que existe: conhecer novos e velhos lugares.

Ao todo foram quase 2000km percorridos de carro, ao lado de meus pais e meu irmão. O carro: um Gol 2ª geração de 1996. Um senhor de idade, mas muito bem de saúde, por sinal. O destino: várias cidade, vários estados. Primeiramente, Araxá-MG. Depois, Brasília-DF e, por fim, Caldas Novas-GO, de onde voltamos para cidade de origem, Campinas-SP.

Tenho que confessar, amigos. Passar mais de 10h seguidas num carro não é fácil. Ainda mais em um carro sem som. Pode parecer estranho - e é - mas desde que o rádio do nosso Gol quebrou há alguns anos, ninguém teve a iniciativa de gastar uns 200 reais na compra de outro.

O piloto: meu pai. Co-piloto: meu irmão. A responsável por falar, falar e falar, de modo a não deixar os motoristas dormirem: minha mãe e, diga-se de passagem, a tarefa foi realizada com maestria. Eu, além de ficar encarregado de tirar fotos, dormi. Dormi muito. Por falar em dormir, dormir dentro de um carro é uma tarefa complicada. É extremamente difícil encontrar uma posição e, tenha a certeza, a dor no pescoço é inevitável.

Apesar de cansativo, viajar por terra acaba sendo mais curioso. Passamos perto de cidades incrivelmente pequenas e isoladas. Havia um vilarejo nas margens de uma estrada de MG que, além de um cemitério minúsculo e uma igrejinha construída e não reformada provavelmente há séculos, devia ter umas 5 ou 6 casas. Parte de um Brasil esquecido, não-incluído, alheio às mudanças do mundo. As cidades de Goiás, em especial, são bem diferentes das paulistas. São mais rústicas, mais monótonas.

Saímos de Campinas às 6h da manhã e chegamos em Araxá-MG por volta de 13h, sem almoçar. Lá temos alguns quase-parentes (a dona da casa é irmã da minha tia que casou com o irmão do meu pai =S), e ficamos hospedados na casa deles. A recepção foi tipicamente mineira, ou seja, ótima. A comida foi tipicamente mineira, ou seja, apetitosa. A família era tipicamente mineira, ou seja, grande, acolhedora e barulhenta. Me senti em casa. A casa, por sinal, ficava com o portão aberto quase 24h por dia, como que se tirassem sarro de nós, paulistas, por vivermos trancafiados dentro das grades de nossas próprias residências.

A noite em Araxá não é tão agitada quanto em Campinas, mas é bem agradável. Fomos a uma pastelaria, e o pastel, que de tão grande e recheado, é comido de garfo e faca. Não consegui comer tudo.

No outro dia fomos levados ao rancho que eles tanto falavam. O lugar é isolado de tudo. Lá tinha uma casa bem simples, fogão à lenha improvisado, churrasqueira, muita comida, e vários amigos da família. Ao todo éramos umas 30 pessoas. Bebi pela primeira vez o guaraná da marca Mineiro, um pouco mais doce que o que estava acostumado, mas muito bom.

Descendo um pouco mais entre o mato, percorrendo uma trilha improvisada, um riacho cristalino como não se vê no estado de SP. A natureza gritava aos meus olhos como em raras oportunidades. Passamos várias horas lá.

Na volta, jogamos Banco Imobiliário e Detetive até escurecer. Confesso que o tédio e uma vontade imensa de ver civilização já me dominava. Voltamos para a cidade após anoitecer, não sem antes ver um céu extremamente estrelado, de um jeito que eu só havia visto de forma artificial em minha visita ao planetário de Campinas. Não sei quantas eram, mas é bem provável que todas as constelações do universo se faziam visíveis.

Pouco antes de amanhecer, hora de partir. Próximo destino, uma das cidades que mais gosto: a capital brasileira. Viagem cansativa, chegamos lá às 14h com uma fome monstruosa. Nada que uma feijoada não pudesse matar.
Brasília é muito bonita e organizada. A casa, discreta por fora e bonita por dentro, com móveis e decoração de muito bom gosto. Ficamos hospedados novamente na casa de parentes, tios do meu pai.

Congresso, Planalto, Catedral, Buriti, Alvorada, entre tantas obras de Niemayer, além da Torre da TV onde se pode ver quase que toda a capital de cima, a ponte JK, os shoppings... não há pobreza visível lá, ou pelo menos não tão visível quanto na maior parte das grandes metrópoles. Isso sem falar da história, da simbologia, da pamonha(??), das lésbicas... isso mesmo, lésbicas. Mas essa é uma história que vou deixar pra uma outra oportunidade.

Outro ótimo lugar para um turista ir é a feira dos importados. Sim, os produtos realmente são importados, mas do Paraguai e China. Ou seja, é apenas um nome pomposo para designar o nosso conhecido camelô. Fiz a festa lá. Torrei quase 100 reias. Um óculos de Sol, uma carteira e váááários DVD's. Foram 5 dias muito bem aproveitados.

Próxima parada foi Caldas Novas-GO. Ficamos em um apartamento. Cidade bacana, pessoas não muito receptivas, clubes ótimos e águas quentes. Meu pai quase morreu ao descer no toboágua. Fomos no cinema de rua de lá. Deu pra relaxar.

Ao todo passamos por 4 estados em menos de duas semanas. Mais de 2000km percorridos. No total foram 12 pedágios, sendo que todos eles, TODOS, ficam no estado de SP, com tarifas que variam de R$4,30 à R$9,20. Valor extremamente abusivo para o estado mais rico do país. As estradas eram boas, inclusive em GO e MG.
A volta pra Campinas demorou 10 horas, e a viagem, como sempre, ficou com um gostinho de quero-mais. Por falar em quero-mais, próximo fim de semana estarei na praia. Se vocês quiserem um conselho meu, só posso dizer uma coisa: viajem!


Divisa SP/MG No rancho, em Araxá-MG
Cachoeira (Araxá-MG)
Na noite (Araxá-MG)
Cochilando (Indo para Brasília-DF)
Na estrada (Indo ara Brasília-DF)
Divisa MG/GO Estrada de Goiás (indo para Brasília-DF)
Divisa GO/DF
Catedral de Brasília-DF
Congresso (Brasília-DF)
Palácio do Planalto (Brasília-DF)
Não me pergunte o significado... (Brasília-DF) Na Torre de TV (Brasília-DF) Obrigado aos tios de Brasília pela recepção Usando o óculos escuro da feira dos "importados" (Indo para Caldas Novas-GO) Bem-vindo à Caldas Novas-GO Apartamento em Caldas Novas-GO Meu pai segundos antes de quase-morrer (Caldas Novas-GO) Meu irmão, minha mãe e eu (Cladas Novas-GO) Cinema de rua de Caldas Novas-GO

22 dezembro 2010

Planos para 2011

Nada como terminar um ano idealizando planos perfeitos para o próximo que irá começar. Para nós, blogueiro, não é diferente. Eu já tenho os meus!

Em 2011 eu juro, juro, que vou postar periodicamente, pelo menos 1 vez por semana ou uma vez a cada quinzena (já percebeu que esse plano num vai rolar, né?)

Aos meus parceiros blogueiros, tô em falta com vocês. Quase não visito o blog de ninguém.
"Ele não é uma boa companhia virtual", diria uma mãe virtual, caso existisse.
Mas em 2011 prometo parar de colocar a culpa na falta de tempo, nas provas da faculdade e no árduo trabalho que realizo como funcionário público (??) para me dedicar um pouco mais a vocês.

E, pra finalizar, seguindo os passos de meu irmão blogueiro Éder Pessôa, que realizou através de seu blog uma ação no mundo real, eis o plano mais audacioso que o Blog do Dan possui para o próximo ano: a realização do 1° Encontro de Blogueiros de Campinas e Região. Estou pensando em realizar um encontro a cada semestre, sendo que no fim do ano será feito um amigo secreto com os blogueiros. Quem possuir blog, morar em Campinas e região (ou até fora dela, mas com disponibilidade para vir pra cá) entre na comunidade Blogueiros - Campinas e Região e acompanhe aqui no Blog do Dan.

Desejo a todos um Feliz 2011!! E que todos os seus planos perfeitos se realizem!!

27 julho 2010

Amar é...

...Perder a noção das coisas

22 maio 2010

10 Anos Depois...

"Claro que não o vejo ha anos. Entrei no seu Blog agora, e li tudo, achei muito interessante. E ri, juro que ri, quando li 'Dan apoia a marcha da maconha'. Lembrei do Danilo sapeca, calça jeans, camiseta da escola, aparelho nos dentes, cara de sapeca, nerd... e pensei nesse Danilo apoiando a Marcha da Maconha. Aí eu ri de novo. rs. Beijos"

Recebi essa mensagem recentemente no MSN, de uma menina que não vejo há quase 10 anos. Gleice estudou comigo na 3ªsérie, e depois disso seguiu por caminhos diferentes dos meus. 10 anos depois, voltamos a nos falar, depois dessa mensagem curiosíssima. A partir dessa mensagem eu vi o quanto eu mudei. Eu vi o quanto todos nós mudamos. Adorei ter voltado a conversar com você, Gleice! Quanto nós crescemos, não é mesmo?

27 dezembro 2009

Boa Sorte!

Que bom que meu natal foi bom!

Fiquei muito feliz que, depois de muitos anos de natais totalmente esquecíveis, este último tenha sido animado, mesmo com tantas desavenças, estupidez e infantilidade na minha família. O natal foi bom, APESAR de tudo.

E confesso que eu já tinha perdido as esperanças disso acontecer. Já estava preparando mentalmente, semanas antes do dia 25, uma postagem impactante sobre o meu possível natal deprimente. Principalmente após ler o livro "Amor é Prosa Sexo é Poesia" do Arnaldo Jabor. Em um dos seus textos, ele fala sobre seu natal. É impressionante como me identifiquei com este texto. Parece até que a família Jabor e a família Oliveira se confundiam nas linhas do texto. Porém, aquela postagem deprimente que eu estava imaginando há algum tempo ficará para uma outra hora.

Diz o ditado que "após a tempestade vem a calmaria". No caso da minha família, porém, "após a calmaria veio a tempestade". Não posso dizer que não era previsível. Muito pelo contrário. Acho mesmo que alguma decisão drástica teria que ser tomada. Como já disse no começo desta postagem, minha família é estúpida demais para resolver problemas de forma pacífica. As pessoas precisam se lembrar que as palavras têm peso. É preciso parar de colocar a culpa nos outros e assumir as responsabilidades pelos seus atos. Uma pessoa extremamente importante para mim passará por uma mudança radical a partir de agora. Se essa mudança será positiva ou negativa, só o tempo dirá.

Espero que todos tenham tomado a decisão correta. Não tenho muito o que dizer. É só isso: Boa sorte!

04 novembro 2009

Questões filosóficas (ou não)

Pra que se gasta tantos milhões pra visitar o espaço, se nós não conhecemos direito nem nosso próprio planeta?

Por que falar palavrão tem, aparentemente, um efeito analgésico quando batemos o dedinho do pé na quina da cama?

Por que meus pais ficam chateados quando passamos quase todo o fim de semana fora, e reclamam quando passamos quase todo o fim de semana na frente do computador?

Se Deus é um ser tão poderoso, por que não criou um mundo perfeito com pessoas perfeitas para vivermos perfeitamente?

Por que todos reclamam da Rede Globo mas não conseguem ficar sem assisti-la?

Por que é tão difícil achar alguém que se goste de verdade?

Com quantos paus se faz uma canoa?

Por que eu perco meu tempo escrevendo e você lendo este blog se não ganhamos nada em troca?

Por que ainda tem gente que assiste ao Zorra Total?

Por que chamam a terceira idade de "melhor idade" se ninguém quer ser velho?

Se vivemos em um país que nos garante o direito à liberdade, por que somos obrigados a votar?

Por que quem é conservador não se assume como conservador que é?

Por que é tão difícil para cristãos admitirem e aceitarem o ateísmo?

Por que depois de morto Michael Jackson virou gênio e deixou de ser o pedófilo que todos falavam?

Por que toda criança é tão egoísta?

Por que meu time é tão ruim?

Como o Bombril é fabricado?

Por que tudo o que é bom é ruim, e tudo o que é ruim é bom quando se trata de alimentos?

Todos temos questões filosóficas... quais são as suas?

23 outubro 2009

Espelho

Eu me vejo e converso comigo mesmo, e até que me achei legal (seria eu um narcisista?). Isso é indiscutivelmente estranho. As grandes diferenças são ervilhas (tudo bem, ervilha nem é grande coisa) e goiabada (quem neste mundo não gosta de goiabada?).

Pelo que eu saiba, tirando essas duas exceções, as diferenças acabam. Coca-cola é definitivamente ruim. Zeitgeist é definitivamente bom. Dormir cedo pra quê? Acordar cedo pra quê? Crises existenciais. Piadinhas internas. Português escrito corretamente. Inglês, de vez em quando. Segredos e fofocas (e até ciclos intermináveis de fofocas). Opiniões extremamente neutras.
E o tempo, como está?

Às vezes nos surpreendemos positivamente com as pessoas. Sorte a nossa! Sei apenas que gosto muito do Wireless' Man.

Obs - Não era pra você entender mesmo!

02 setembro 2009

Ao meu amigo José Luis

Estava eu, voltando do serviço, indo pegar o ônibus no terminal, quando vejo uma figura muito familiar. De longe, avistei um grande amigo meu, que não via há 4 anos, desde minha 8ªsérie.

José Luis não tinha mudado em nada. A mesma aparência e o mesmo olhar vago e ao mesmo tempo penetrante. Ele também me reconheceu. Fui direto ao encontro dele. Ele me estendeu a mão.

- E aí Zé, como tá?
- Tô bem - respondeu com aquele jeito inconfundível.
- Estudando muito?
- É isso aí!

Esse foi nosso breve papo. Meu ônibus já estava saindo. Não podiamos nos falar mais. E também o olhar de Zé já estava um tanto desinteressado no assunto. Ele realmente não tinha mudado em nada. José Luis tem deficiência mental, e me orgulho muito em ter estudado com ele. Com sua convivência, eu e todos os que estudaram com ele aprendemos coisas que a escola, sozinha, jamais conseguiria nos ensinar.
Inclusão é a palavra! Alguns amigos meus daquela época são estudantes, soldados, trabalhadores ou vagabundos. Todos mudaram, para melhor ou para pior. José Luis, ao contrário, continua sendo José Luis. Ele é o que restou de mais autêntico da melhor fase de minha vida: a 8ª série.

Pra todos os que estudaram com ele, Zé nunca foi um deficiente mental, mas sim, um grande e especial amigo!
Quem não consegue conviver com diferenças é que é deficiente.

04 junho 2009

Eu no Twitter

Demorou muito, mas enfim criei vergonha na cara e fiz um Twitter. O link é www.twitter.com/danpessoa. Entrem e sejam meus seguidores!!

Vocês não tem nem idéia do quanto eu tô apanhando pra mexer nessa "bagaça", como diria Marcelo Tas. Tive que buscar um site com o tutorial das regrinhas básicas de como utilizá-lo. Fala sério! O Twitter é um negócio muito estranho. Simplista em excesso, confuso pra quem está começando e com o limite de 140 caracteres por "postagem"; isso, pra mim, não é suficiente nem pra desejar bom dia hehe.

Por que eu criei um Twitter pra mim? Obviamente por ser a moda do momento! Adoro modinhas hahaha... eu criei um Orkut e um Blog pelo mesmo motivo, e hoje não vivo sem os dois. Eu acho que se algo está fazendo sucesso no mundo todo, é porque há algo de interessante nele!

No momento, estou sendo seguido por 2 pessoas(das quais não conheço nenhuma!!!).Marcelo Tas, Marco Luque e Michelle Giannella são algumas das pessoas que estou seguindo. A lista tende a aumentar muito!! Vamos ver então se eu e o Twitter vamos criar uma relação duradoura! Tomara que sim!!

Obs - Como vocês podem perceber na foto, minha internet é discada. Ou seja, quando eu digo que demoro pra postar aqui por causa da minha conexão, não é mentira hehe

29 maio 2009

Depois de Um Tempo, As Coisas Mudam

É... depois de um tempo as coisas mudam bastante...
Desde a minha última postagem, a minha Ponte Preta foi campeã do interior e já entrou em crise.
A gripe suína deixou de ser culpa dos porcos e mudou de nome.
Maísa deu chilique e chorou no programa do Silvio Santos, e por duas vezes.

Porém tem coisas que não mudam:
Mais políticos envolvidos em escândalos.
Barrichelo sem ganhar uma corrida.
Não consigo dar final no Okami.

Porém, parece que as coisas começam a dar certo na minha vida. Em primeiro lugar, meu computador finalmente saiu da UTI. E talvez consegui um emprego mais rentável que a venda de bombons. Vida nova, novas postagens no blog, e mais entrevistas de Bob Rabisco!

Já estava até com saudades :P

12 janeiro 2009

Uns problemas aí...

Esta semana está difícil. De sábado para domingo, eu, meu irmão e meus pais viajamos para um hotel fazenda maravilhoso em Serra Negra-SP, e passamos um fim de semana incrível, longe de tudo e todos. Porém, de volta para Campinas, fomos pegos de surpresa com mais e mais problemas de família. Tinhamos nos esquecido deles durante a viagem. É tão triste ver como meus parentes estão se devorando mutuamente. É uma verdadeira carnificina. Como pode pessoas que vivem segurando a bíblia embaixo do braço agir com tanta estupidez? Como pode uma mãe acabar, aos poucos, com a vida de sua própria filha?

Desde que me conheço por gente, nunca a família Oliveira conheceu a paz plena. Porém, a cada ano que passa, a cada mês que passa, a cada dia que passa, os problemas se agravam mais. E, apesar dos problemas não me envolverem diretamente, não há como me omitir, não há como fingir que não me importo. Estão acabando com a vida de uma certa menina, minha melhor amiga,e não posso fazer nada!
Ainda reclamam por eu não achar graça em um natal onde fingem estar confraternizando, sendo que, no dia 26 de dezembro, ao invés de comerem a ceia natalina, todos já estavam devorando uns aos outros. Isso é natal? Isso é o que eles chama de espírito natalino? E, pior, isso é o que eles chama de vida?

Ainda bem que no próximo fim de semana irei, novamente, viajar com meus pais e meu irmão, para um cidadezinha em MG. Esquecerei tudo isso de novo, para só na segunda-feira ser nocauteado por mais e mais problemas. Peço apenas que ninguém tome atitudes desesperadas. A situação está, realmente, crítica. Dizem haver uma crise financeira. A única crise que conheço é a familiar!

Obs: Por achar chato postagens tão pessoais assim, vou publicar outro texto, logo após esse. Dessa forma, ninguém precisa, necessariamente, ler ou comentar sobre essa minha família doente e canibal. Vou poupá-los desse sofrimento.