BRASIL: UMA PANELA DE PRESSÃO (OU ESTAMOS PERDIDOS)

O QUE ACONTECERÁ QUANDO A PANELA DE PRESSÃO EXPLODIR?

(SEM) INSPIRAÇÃO

HOJE ACORDEI INSPIRADO. MAS ACHO QUE EXPIREI.

SOBRE SER CULTO

A VIDA NÃO SE RESUME AO FACEBOOK.

A REVOLUÇÃO DOS MACACOS

SOMOS TODOS MACACOS, ALGUNS MAIS MACACOS QUE OUTROS.

NU

HOJE ME DEU VONTADE DE ESTAR NU.

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30 abril 2012

Não é só uma rua com nome de data

A 13 de maio, em Campinas, já é singular por ser a única calçada com nome de rua da cidade. Na verdade, é um grande calçadão. Ao contrário dos calçadões do Rio de Janeiro, este não é margeado pelas belezas naturais, pelo Cristo Redentor ou por corpos de mulheres semi-nuas esculpidos por horas de academia ou de cirurgias plásticas. O calçadão campineiro é um grande centro de comércio popular do interior paulista.

Até mesmo na longínqua época em que frequentar o centro de Campinas denotava um caráter de requinte e socialização, a "Treze" - como é conhecida pelos íntimos - já era um dos símbolos da cidade. Ligava a antiga estação de trem da Mogiana, onde circulavam centenas de pessoas diariamente, com a Catedral Metropolitana, ainda tão imponente quanto antes, mas rodeada pela degradação que se alastrou por toda região central.

A 13 de maio é mais que uma rua com nome de data. Ela é a síntese de Campinas. Lá, o antigo disputa constantemente espaço com o novo. Lá, a riqueza dos bancos contrasta com a pobreza dos pedintes. Lá, o profano mundo das compras não consegue deixar de ouvir as pregações dos pastores que berram em nome de Deus; o inverso também é verdadeiro. Lá, a violência - eu já fui assaltado na 13 de maio - convive de forma espantosamente harmoniosa com as cabines de polícia em frente à Catedral. Lá, há sujeira no chão e garis recolhendo lixos, mal cheiro em alguns cantos e lojas de perfume de marca em outros. Há até um certo "politizador" cobrando dos políticos da cidade medidas para recuperar o dinheiro desviado de um recente escândalo de corrupção, mas se esquecendo ele mesmo que foi eleito e exerce cargo de vereador.

Esta rua é, talvez, o único lugar da cidade capaz de resumi-la, com toda sua modernidade e saudosismo, religiosidade e profanismo, violência e segurança, pobreza e riqueza, cobrança e corrupção. E é isto que faz da Treze um lugar tão especial.

01 março 2012

Dona Campinas e Seus Três Maridos

Não é de hoje que Dona Campinas sofre.

Ela não tem sorte no amor. Seu primeiro marido, um tal dotô, só se aproveitava dela. Usava o dinheirinho que ela guardava com tanto suor para farrear com uns amigos. E como farrearam! Chegou ao ponto de Dona Campinas não ter dinheiro sequer para pagar a conta de água, vê se pode?

Até mesmo o Sr. Correio, figura Popular lá nas redondezas e que dizia ser seu amigo, virou as costas e não escreveu uma cartinha sequer para lhe reconfortar. Dizem as más línguas que ele tinha conhecimento dos DESVIOS de caráter do doutor, mas vai saber, não é mesmo? Melhor manter distância!

O casamento foi se desgastando. Dona Campinas descobriu que, além dos amigos, seu marido tinha outra mulher que também farreava às suas custas. Optou pelo divórcio. O doutor então sumiu, ninguém sabe ninguém viu. Seus mais de 10 filhos - ou seriam mais de 1 milhão? - ficaram órfãos de pai.

Mas não tardou até ela se engraçar com outra figura. Apelidaram o tal de "vice-marido", já que ele conhecia e andava no mesmo círculo de amigos do desaparecido doutor. Há quem diga até que frequentava as festinhas junto com ele. Verdade ou não, amor não se discute. Mas parece que foi só paixão passageira. Brigaram, reataram e depois tornaram a brigar. E o vice-marido, que já não era mais vice, acabou se tornando ex.

E agora, ao invés de ter sossego, a coitada da Campinas está com um novo affair. Ao que tudo indica não é nada oficial, já que seus filhos nem conhecem direito o sujeito. Mas Campinas continua triste. Não consegue pagar bons estudos pra criançada, anda meio mal de saúde e já há um bom tempo que não vai ao teatro. Não tem estrutura pra tanto.

Bancar maridos e seus amigos custa caro! O jeito é mesmo ficar sozinha. Coitada de Campinas, tão bonita mas tão sofrida!