Um homem vai para o médico. Diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto.
O médico diz: - O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade. Assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo.
O homem se desfaz em lágrimas e diz: - Mas doutor... eu sou o Pagliacci...
Desde o final do ano passado, Fátima Bernardes, William Bonner e seus respectivos colegas de profissão não se cansam de falar sobre as graves consequências que a atual crise financeira tem causado no mundo. Porém, a maioria das pessoas não sabem explicar como a crise atual começou. É por isso que o Blog do Dan está aqui para explicar de uma maneira simples e divertida (ou não) a atual situação global.
1° Ato Como todas as coisas ruins que existem hoje no mundo, com excessão do funk carioca e de Zorra Total, a atual crise financeira começou nos EUA. Já fazia algum tempo que os "inteligentíssimos" bancos americanos estavam emprestando dinheiro para qualquer pessoa, inclusive àquelas que não tinham condições de pagar e que, por sua vez, compraram casas por ser, teoricamente, um investimento seguro. Como havia muita gente comprando casas, o preço delas começaram a subir muito, o que dava a sensação de estar cada vez mais rico. O que fazia com que eles pegassem outros empréstimos para comprar outras casas. O que fazia o preço das casas aumentar ainda mais. Percebeu que isto é um ciclo vicioso? E não é preciso ter doutorado em economia para adivinhar que, em algum momento, isto se tornaria insustentável. Isso é o que todos chamam de Bolha Imobiliária.
2° Ato Com tudo isso, grande parte dos americanos estavam excessivamente endividados. Se estavam excessivamente endividados, não conseguiam pagar os empréstimos dos bancos. Dessa forma, os ricos bancos americanos ficaram sem dinheiro, e as pessoas pararam de consumir. Com a queda no consumo, as empresas pararam de lucrar, o que causou a demissão de parte de seus funcionários. Mas a coisa ainda não estava tão ruim. As empresas tinham apenas que buscar um pouco mais de crédito no mercado para reduzir suas perdas. Mas buscar crédito como, se os bancos não tinham dinheiro? Sem crédito, as empresas demitiram ainda mais pessoas, causando mais queda no consumo... Seja bem vindo a mais um ciclo vicioso made in America.
3°Ato Mas, ainda assim, a crise é apenas dos EUA, o que não a torna global. É aí que você se engana, meu amigo. Os EUA é o país que mais importa produtos no mundo. Se ele pára de importar, o resto do mundo perde dinheiro. Mas ainda assim a situação não é tão grave, não é mesmo? É só as empresas de outros países pegarem empréstimos nos bancos de seus respectivos países e pronto! O dinheiro está circulando novamente. Seria simples assim, se os bancos americanos não fossem os maiores credores dos outros bancos do mundo. Ou seja, se o dinheiro não chega nos EUA, não chega no resto do mundo. Com isso, empresas dos outros países ficam sem dinheiro para conter o prejuízo, causando demissão, e queda no consumo, e mais prejuízo, e mais dimissão, e mais queda no consumo.... acho que você percebeu como isso se chama, não é mesmo? Seja bem vindo a nova Crise Financeira Mundial, onde você, meu caro, é apenas mais um coadjuvante que, com muita sorte, não perderá seu emprego.
Obs1 - Sim, eu gosto de economia. Obs2 - Ainda assim, o Brasil não está tão mal. Méritos para Lula e FHC. Obs3 - Eu sou um dos sortudos. Em plena crise, consegui um trampo!!
Dadaísmo, ou Dadá, é um movimento artístico que surgiu em 1915, durante I Guerra Mundial (faz tempo!), na cidade de Zurique. Utilizavam poesia, pintura, escultura, e foram os primeiros a incorporar o cinema e a fotografia à sua expressão. Ele valoriza muito o acaso, o irracional. o pessimismo e a antiarte. Dadaísmo é uma crítica a arte tradicional, pois ela não conseguiu acabar com as guerras e conflitos do mundo. Então, se a arte não consegue trazer a paz, para que então ela serve? Abaixo, você pode conferir uma obra dadaísta, interpretada por Adriana Calcanhoto.
Remix Século XX - Adriana Calcanhoto
"Escultura" tipica do Dadaísmo
Não entendeu nada? É justamente esta a intenção. Em um manifesto Dadá de 1918, Tzara, o grande idealizador do movimento, especifica: “Dadá não significa nada”, (...) “Dadá é uma necessidade de independência, de desconfiança para a comunidade... “Dadá é insignificância e abstração”.
Para este movimento, tudo pode ser considerado arte: tijolos empilhados, cadeiras enfileiradas, textos disconexos. Tzara, aliás, nos ensina a escrever um típico texto Dadá:
Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanhoque você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elassão tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
Apesar de ser inovador e de ter influenciado outros movimentos, o Dadaísmo durou pouco tempo. Talvez ainda não estejamos preparados para ver a arte como algo inútil e incoerente.
Obs: Espero que o texto não tenha ficado "didático" demais.
Quem sou eu?
O governo me chama de pessoa física, a igreja me chama de filho do Senhor e a ciência me chama de homo sapiens. Eu me chamo Danilo de Oliveira Pessôa, ou, simplesmente, Dan. Sou jornalista, ator, funcionário público, blogueiro, leitor, espectador e protagonista. Tenho múltiplas personalidades... e tenho pena daqueles que tem uma só.
"E quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?" (Geraldo Eustáquio)
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